A síndrome do líder salvador nas organizações
Toda empresa possui pelo menos uma pessoa que acredita sinceramente ser a única responsável por impedir o colapso completo da instituição. Às vezes é um gestor. Às vezes um coordenador. Às vezes alguém que apenas respondeu dois e-mails com rapidez em 2017 e nunca mais conseguiu se libertar da própria reputação de “resolvedor oficial de problemas”. Conheci um sujeito assim certa vez. Ele chegava cedo. Saía tarde. Resolvia conflitos. Respondia mensagens de madrugada. Participava de todas as reuniões. Interferia em todos os setores. E falava constantemente frases como: “Se eu parar, isso aqui desmorona.” Na época, achei aquilo apenas dedicação profissional exagerada. Hoje percebo que talvez fosse uma mistura complexa de ansiedade, necessidade de controle e uma certa vaidade emocional disfarçada de responsabilidade institucional. Existe um tipo muito específico de liderança contemporânea que precisa sentir-se indispensável o tempo inteiro. O líder salvador não apenas t...