Organizações inteligentes dependem de escuta ativa
Participei certa vez de uma reunião que durou quase duas horas. No fim dela, todos saíram com a estranha sensação de que absolutamente ninguém havia sido ouvido de verdade. O mais curioso é que todo mundo falou bastante. Havia opiniões. Sugestões. Discordâncias. Slides. Expressões como “sinergia operacional” e “alinhamento estratégico” — que geralmente aparecem quando ninguém sabe exatamente como resolver o problema, mas deseja parecer intelectualmente comprometido com ele. Em determinado momento, um funcionário tentou explicar uma dificuldade prática enfrentada pela equipe. O gestor ouviu atentamente por aproximadamente quatro segundos antes de interromper: “Entendi. Mas o que precisamos agora é de solução.” Achei aquilo interessante. Porque, às vezes, no ambiente corporativo, “escutar” significa apenas esperar educadamente a própria vez de falar. Existe uma diferença enorme entre ouvir sons e realmente escutar pessoas. E as organizações contemporâneas frequentemente...