Inteligência emocional nas empresas: necessidade real ou discurso corporativo?
Poucos conceitos tornaram-se tão populares no universo corporativo contemporâneo quanto a chamada “inteligência emocional”. Empresas falam sobre ela em treinamentos, palestras, processos seletivos, reuniões estratégicas e programas de liderança. O mercado passou a exigir profissionais emocionalmente equilibrados, resilientes, adaptáveis e capazes de lidar adequadamente com pressão, conflitos e mudanças constantes. À primeira vista, parece uma evolução positiva. Durante muito tempo, organizações ignoraram completamente a dimensão emocional do trabalho. O ambiente corporativo tradicional valorizava apenas produtividade, racionalidade e eficiência técnica. Emoções eram vistas quase como obstáculos profissionais. Hoje, ao menos em teoria, reconhece-se que sentimentos influenciam diretamente relações humanas, liderança, comunicação e desempenho organizacional. Mas existe uma questão importante que raramente é discutida com profundidade: As empresas realmente se preocupam com saúd...