Benchmarking ou mera cópia corporativa?
Estava em Brasilia quando conheci uma empresa que decidiu “se tornar o Google brasileiro”. A frase foi dita numa reunião com enorme solenidade estratégica, embora o setor ainda utilizasse um ventilador barulhento preso por fita adesiva e o sistema interno travasse sempre que alguém tentava imprimir mais de três páginas seguidas. Mas havia entusiasmo. Muito entusiasmo. A empresa havia descoberto o benchmarking. Ou, pelo menos, uma versão bastante tropicalizada dele. Para quem não vive mergulhado no maravilhoso universo das expressões administrativas em inglês, benchmarking é basicamente o processo de observar práticas de organizações consideradas referência e aprender com elas. Em teoria, trata-se de uma ferramenta inteligente de melhoria organizacional. Na prática, porém, algumas empresas confundem benchmarking com: “vamos copiar qualquer coisa que pareça moderna sem entender minimamente por que aquilo funciona.” E isso produz cenas extraordinárias. Naquela empresa específic...